Tanzânia, um dos
países mais pobres do mundo, localizado no leste do continente africano, na
região dos grandes lagos. Tem uma população de, aproximadamente, 50 milhões de
pessoas e, sua população pertence a diversas etnias, línguas e religiões. Como em outros países da África, na Tanzânia se
pratica a bruxaria cotidianamente. A superstição é um papel muito importante em
suas vidas, desde os cidadãos mais comuns, até os políticos e empresários
poderosos que, em sua enorme maioria, acreditam nos poderes da magia.
Uma dessas superstições tem a ver com os albinos, pessoas com transtorno
genético e hereditário que se caracteriza pela falta de pigmentação na pele,
olhos e cabelo.
Na Tanzânia há um albino para cada 1400 habitantes, uma média
muito acima da média mundial, que é de 1 albino para cada 20.000. Isto se deve,
segundo especialistas, principalmente a endogamia.A perseguição a qual
estão submetidos vem de uma tradição muito comum entre a população,
caracterizando-os como espíritos imortais, ou que trazem má sorte. Segundo
o investigador Giorgio Brocco: “Na África, as pessoas com albinismo sempre
foram estigmatizadas ou, pelo contrário, consideradas como figuras divinas”. Na
Tanzânia, existe a crença generalizada de que os órgãos dos albinos têm
virtudes mágicas, e os utilizam para fabricar amuletos que, segundo as crenças,
dão boa sorte nos negócios e na política, gerando assim um sinistro e
substancial comércio que envolve a caça, mutilação e assassinato de seres humanos.“O alto preço de um corpo de albino mostra que as elites
políticas e econômicas estão implicadas nos homicídios de albinos”. Mas,
desde que as autoridades começaram a proteger os albinos, os comerciantes se
deram conta de que o preço da magia terá que aumentar.


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